Como eu já sabia, hoje eu soube que eu sou muito sexy, e que por causa disso eu faço sucesso no meio das celebridades. Com certeza eu não sou tão bonito como a Malu Mader. Mas ela é um caso especial que deve ser analisado por um geriatra experiente. Eu sou O Homem Mais Sexy do Mundo, e sou também da terra da gralha, do pinheiro e do pinhão. E do Ligerão como diz o povo que me ama.
Ouvindo Angelfish. Informo-lhes mesmo vocês não perguntando-me, pois afinal, ninguém entra no meu blog, inclusive eu. Isso é mais um sinal de que sou um ser único. Meus links não funcionam, meu desenho de fundo é tosco e simprão e eu ainda inventei, minha primeira invenção como pioneiro publicitário, a técnica de colocar as músicas que se ouve ao final dos posts. Invenção que por sinal me tornou mais sexy, mas não mais conhecido. Porque afinal eu sou uma celebridade anônima. NInguém sabe quem eu sou, e quem sabia quem eu era, isto é, me conhecia, nem se lembra mais de mim. Porque eu tive uma ascenção meteórica, e uma passagem um tanto quanto rápida na vida normal de todo mundo. POde parecer arrogância, mas é modéstia.
[king of the world]
Angelfish parece massa no começo, depois fica chato, tedioso, um pouco depois parece mais legal. Agora parece legal.
Comprei Meteora semana passada, num dia que eu não lembro, junto com mais 2 cds que eu tbm não lembro... e um livro com uns quadros do Dali. Ah, um cd era Orgy Candyass (cu doce, literalmente). O outro era... era... se eu lembrar quer dizer que realmente eu sou mto sexy. 15h41
Enquanto eu penso, vou deixar registrado que no cd "cu doce" tem a música Blue Monday que é um cover muito bom de uma banda que eu não lembro. Talvez seja New Order.
Ahá. 15h43. Rage Against The Machine o primeiro. Bombtrack, Killing In The Name, Wake Up, Freedom. Só clássicos.
Curti Meteora. No começo não. Mas depois sim, agora já enjoei, como sempre acontece, mas valeu a pena. Curti as mais eletronicas e hip hop. Os gritos do Cheddar enchem o saco. Eu sei que ele se chama Chester. E por isso eu prefiro qdo o outro faz as rimas, e o Cheddar se limita no refrão cantado, que nem em Numb. Easier to Run é a que eu mais curti das melódicas. Faint das pesadas. E a 9, que eu nem sei o nome, das que parecem remix.
Tocando Weezer na Ouro Verde, Island In The Sun.
Na verdade um bom cd é Vol 3: Subliminal Verses, eu tento a um bom tempo pegar Pulse Of The Maggots do UrbanChaos, mas parece que o firewall não aprecia. Qdo eu peguei o tosco do Y'all Want A Single do Ko#&1071n veio na hora.
Espirrei.
John Lennon faz músicas iguais.
MIchael Jackson fazia melhores músicas quando era mais preto. Talvez tenha alguma relação metafísica: algo como que a cada boa rima ou passo de dança, ele perdia cor. Deve ter sido alguma espécie de trato com o capeta.
Clipes do Mick Jagger são bons. Let's Work é uma obra prima, só perde pra Mama África do Chico César, o Homem-Cebola.
Chico César, nascido Francisco Serra, veio á vida em uma esperiência de laboratório, quando cientistas investiram numa pesquisa tentando descobrir o que aconteceria se misturássemos pessoas com legumes. Vendo se a amálgama procedia. Procurando a resposta para essas aberrações supra-humanas que se encontram por aí facilmente em fotologs hoje em dia, por exemplo. A experiência do Homem-Cebola foi um sucesso. E até foi percebido que Chico tinha um talento para as artes. Que ia desde seu excêntrico penteado, á suas grandes composições. Um bom gosto para a escolha da indumentária e para a produção de seus vídeo-clipes elevou rapidamente Chico a uma posição de destaque na mídia, e na MTV. Veículo que ainda investe nessa mina-de-ouro, como bem definiu Arnold T. Buck, pauteiro para os principais veículos de televisão.
Aqui vai minha primeira peça do 4º período, pra Redação Publicitária I. Ficou uma porcaria, porque não tem groove. Não tem movimento. E po, festival de Rock tem que ser mais gingado o cartaz. Esse ficou um lixo. Ficou frio, que nem o inverno, mas o principal é o Rock e não o frio. Palha.
Meu símbolo também ficou uma bosta.
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Lendo Extinção de Thomas Bernhard. Bem deferente, não tem parágrafo nenhum, e a história também é interessante. Ao contrário das tramas de sempre, que alguém quer procurar algo de bom na vida, uma redenção, sei lá. Aqui, Franz-Josef Murau, austríaco, tem que voltar pra sua cidade quando recebe a notícia da morte de seus pais e irmão. O cara se mostra a princípio indiferente, o que já causa um certo estranhamento e até uma sensação incômoda no leitor. Mas dai pra frente ele começa uma digressão, enquanto faz as malas, lembra o quanto odeia sua cidade natal, o quanto despreza os pais, a repulsa pelo irmão. É um chute no saco. Dois.
"Adquiri o hábito de pensar constantemente (e de dizer!), minha mãe é repulsiva, minhas irmãs também, e estúpidas, meu pai é fraco, meu irmão é um podre idiota, todos eles são uns imbecis".
O cara parece odiar tudo e todos, menos a lembrança do falecido tio, o qual segue os mesmos passos, e seu aluno italiano, que parece amante do protagonista. Mas eu ainda não sei se é.
p.23 "No fundo eu odeio fotografias e a mim mesmo nunca passou pela cabeça tirar fotografias, com exceção dessas de Londres, de Sankt Wolfgang, de Cannes, minha vida inteira não possuí máquina fotográfica. Desprezo as pessoas que fotografam constantemente e que andam o tempo todo com sua máquina fotográfica pendurada no pescoço. Constantemente elas estão em busca de um tema e fotografam absolutamente tudo, até as coisas mais absurdas. Constantemente elas não têm nada na cabeça a não ser retratar a si mesmos, e sempre da maneira mais repulsiva, coisa que no entanto elas próprias não têm consciência. Em suas fotos elas captam um mundo perversamente deformado, que não tem nada em comum com o mundo real senão a perversa deformação de que elas são responsáveis. O fotografar é uma mania sórdida que pouco a pouco se apodera de toda humanidade, porque ela não está somente apaixonada pela deformação e pela perversidade, mas louca por elas, e com o tempo, de tanto fotografar, ela toma efetivamente o mundo deformado como o único verdadeiro. Aqueles que fotografam cometem um dos crimes mais sórdidos que podem ser cometidos ao transforma a natureza, em suas fotografias, num grotesco perverso. Em suas fotografias, as pessoas são marionetes ridículas, irreconhecíveis de tão distorcidas, mutiladas mesmo, que com ar obtuso, repulsivo, fitam assustadas suas lentes sórdidas. O fotografar é uma paixão abjeta que se apoderou de todos os continentes e todas as camadas sociais, uma doença de que foi acometida toda a humanidade e da qual não pode mais ser curada. O inventor da arte fotográfica é o inventor da mais desumana de todas as artes. A ele devemos a definitiva deformação da natureza e do ser humano que nela vive, reduzidos à careta perversa de um e de outro. Ainda não vi em nenhuma fotografia uma pessoa natural, quer dizer, verdadeira e real, como ainda não vi em nenhuma fotografia uma natureza verdadeira e real. A fotografia é a maior desgraça do século XX. Observar fotografias sempre me nauseou mais que qualquer coisa."
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